domingo, 14 de abril de 2013

Novela da estética romântica. (SEM TITULO DEFINIDO)



AUTORES:
Karoline Aparecida dos Santos
Geiza Paula da Silva
William Bardelin Nunes
Bruna Rodrigues Balbino
Amanda Silverio Rossi


Capitulo I

É minha alma que vos fala. A história se deu por inicio, em tempo dos desabrochamentos das flores, com a vivacidade dos cantos das aves e a exalação dos sentimentos.
Em terra de Napoleão, o sol calmo, enraiava a tez lisa e branca de Pierre Bolvier, que fixara seus olhos esverdeados aos meus; entrelaçando o sentimento mais puro e belo, onde tudo que se flui, se comporá em notas de tristeza que me traze-a ao destino desgraçado.
Pierre era composto de uma beleza inigualável, seus cabelos negros, lábios rubros que levavam ao êxtase a luxuria; sua voz doce de um timbre suave com pitadas de grotesco, já eu, que não me achava tão bela, aos olhos de meu amado, se distinguia, que dizia:
“Charlote Desrosiers, mulher de minhas utopias, teus olhos da cor do mais puro doce mel, que me alucina a razão, e ao pensar em seus longos cabelos lisos caídos aos ombros negros como a capa de seda da morte, que palpita o peito, faz-me entregar as meninices da juventude. Seus seios robustos enfeitam o maravilhoso monumento que és seu corpo, se junta ao brando sorriso com suas bochechas rosadas, por ti doei-me com a fusão das nossas almas, que se preciso for, morrerei”.
Era ano de comemoração de um século da Revolução Francesa, 1889, Pierre encontrava-se a duas quadras do Champ de Mars, estávamos em sua residência, ambas as famílias tinham convivência estável. Era já crepúsculo vespertino, que alaranjava e traçava feitos de melancolia em nossas almas, quando de um súbito, indescritível, nossas visões se encontraram; fora como o renascimento dos espíritos que se desejara, platonicamente.
Foi então que Pierre, tomando dois passos e chegando defronte a mim, dirigindo palavras que não me recordo, pois o contemplava de modo sublime; apenas respondi com um sorriso, aclamando a Deus que não fosse uma pergunta, quando percebo uma movimentação vinda da cozinha.
De repente ouço o som anunciando que o jantar estaria pronto. Michelangelo, pai de Pierre, com seu estrondoso bigode, e por vez sua estimação, dirigindo-se de uma forma aprumada a papai, este ordenou:
- Hei de tu e sua família jantardes conosco esta noite! Mandei acrescentar o sustento necessário, és uma intimação- disse olhando fixamente a papai.
- Pois não hei de rogar meu caro! És de extrema nobreza que aqui conservemo-nos - disse o velho rindo e abraçando o seu companheiro.
- Então, que nos acomodemos!- disse a senhorita Marrie, mãe de Pierre.
Compus-me a mesa, de Modo cortês. O moço, se não me falha a memória, sentou-se ao meu lado, ajustando a cadeira, aproximando-se de minha fisiologia.  Atrevi a examiná-lo mascaradamente, embora quase infarto ao notar que este estava a observar-me reciprocamente.
De modo sucinto, desde então, papai e senhor Michelangelo se uniram mais e mais. E, por conseguinte, devido aos anos vividos, Pierre e eu, Charlote Desrosiers, tornamos grandes amigos, embora ocultamente nossos corações tinham ânsia da concretização das utopias encobertas. Porém, sabíamos que para se ter um alicerce de boa qualidade, necessita-se conhecer a região do futuro império das paixões.
As folhas mortas ao chão, com as árvores nuas, e animais que dormem de sono profundo. O inverno chega a Europa, acrescentando aspectos sombrios, fúnebre, que me deixava ainda mais angustiada. Era noite de Natal. O gelo se esparramava as ruas de Paris. Pessoas felizes, sorrindo a todo momento umas as outras, desejando mecanicamente as felicidades divinas. Meu rosto, composto de mascara teatral alegre, estava repleto de dúvidas anteriores, como: “Hei de me declarar? Mas sou mulher, essa é obrigação dele! Será que me amas como o amo?
Mergulhada no desespero, eis que a causa, chama-me para o acompanhar, em uma típica caminhada matinal, que sempre fazia sozinho. Decido ir, empós despedir de meus pais e caminharmos algumas ruas, este se atreve:
- Charlote, tenho que confessar-lhe algo...- disse de modo preocupado
-Diga-me meu amado amigo, o que te passas?
- Charlote – Suspirou fundo- amo-te como nunca amei ninguém, tu és o sol que me alumia, a agua que embebo, por ti sacrifico minha felicidade se preciso for!
Meu coração disparou incontrolavelmente. A vontade de dizer que nossos sentimentos eram igualitários, que sempre o amei, era mais forte que minha alma, porém erro ao dizer:
-Pierre meu amigo- ao pronunciar esta ultima, este baixou sua cabeça, e resolvo mudar... - Pierre! És correspondido!
Ao declarar tal sentença, entreguei-me a Afrodite. Este levantara seus ânimos e inesperadamente arrancou-me um beijo de seus fervor, satisfazendo todas minhas vontades interiores. Nossos espíritos desprenderam-se dos corpos. Fomos levados ao reino que construímos. Pausadamente, voltamos à rua que de nevasca se transbordava, em que apenas proferi:
- Je T’aime!
Meu sentidos se restabelecem, como a fênix que renasce das cinzas, ademais, voltamos a cada de Pierre, e por fim, aclamar nosso amor as famílias, que nos conceberam gentilmente.
Impulsionado pela mãe, o moço de 20 anos, dobrava seus joelhos diante a mim, e pronuncia o que tanto roguei:
-Charlote, conceba a honra de fazer, tu, minha esposa? – disse ofegante com os olhos lagrimejantes.
- Oh meu amado! Somente Deus sabe o quanto por isso esperei... Sim! Concebo-te!
Após o fato narrado se suceder, o relógio move-se a meia noite. Era Natal, Jesus nascia. Cantos são aclamados; a felicidade reina. Era tempo de alegria, que renovada, estava concebida da pureza dos céus. Ia tornar-me enamorada eternizada de meu amado, onde nossas almas se entrelaçaram infinitamente, quando durável...

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