AUTORES:
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Thainá Sara Ratini
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Capitulo I
09/01/1820 - Domingo
Estremecido diário, estou
escrevendo cá pela primeira vez. Me chamo Elias, tenho 16 anos. Descendente de indiano,
tenho pele mulata, olhos negros, boca carnuda, braços fortes. Sou corajoso, não
temo a nada e tenho orgulho de quem sou.
Atualmente me localizo na avenida
“Sebastian Gonzaga”, no qual há pessoas modestas, de moradias simples, e
cativantes pelas historias nelas guardada. Minha casa, fica ao lado de uma
enorme arvore, de galhos compactos, alguns secos, outros bem florais. Minha
casa é simples e antiga, por fora aparentemente “normal” por dentro bem
sucinto. Mas um lugar onde se acumula muito valor sentimental. Está casa
pertencia ao meu avô e assim que falecido tomou Possi de minha mãe, que criou a
mim e minha irmã de 10 anos.
Minha marca principal na casa, é
uma janelinha de madeira descascada, ao lado de minha cama que está sempre
forrada com um lençol azul alvo. E é nessa janelinha que vou todos os dias as
19h 35 venho até ela para ver minha amada, a mulher dos meus sonhos passar.
O meu propósito a este diário é
para expor sua divina, celestial beleza. A primeira vez em que á avistei, fora
na semana passada, especificamente no dia 03/01/1820, na segunda-feira.
Estava eu, olhando para o vazio
diante a janela de meu quarto, quando um brilho quase cegou-me. Avistei uma
mulher com cabelos cor de chama, olhos cor de céu em uma de luar, com pele
clara, flácida, macia e sedosa, tão encantadora, que com seu brilho a lua
foi-se a copular. Lábios pequenos e rosados, delicados como a flor de Jasmim.
Um sorriso perfeito branco perfeito e deslumbrante. Suas delicadas mãos, que
com seu balançar, mexia-se calmamente. Pureza inrresistivel como uma criança.
Seus cabelos ao vento mexiam como se estivessem seguindo o ritimo de uma musica
clássica, e harmoniosa. Deixava todos a te cobiçar.
Ela, no qual atendeste por
Elizabethe.
Acompanhei seu andar, doce e
delicado, de tão leve parecia uma pluma.
E com meus olhares conduzi seu
caminhar, até não avistar-te no horizonte ao lado do mar.
Quando perco-me de seu caminhar,
só fico a pensar, a imaginar. Perco em meus pensamentos, contando os segundos
para poder avistá-la novamente.
Chegando amanha, vou me preparar,
quero gritá-la, mais não posso, algo me impede, algo proibido.
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