AUTORES:
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Caio César Dutra da Silva
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Patrick José Silva Appolinário
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Vinicius de Oliveira Vicente
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João Guilherme Moraes Batista
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Descendente
da tribo Alcabras Afastim, Renne resplandecia-se em meio a suas irmãs. Era
lúcida, mantia a pele colorida pelos raios deusais, olhos escuros como nuvens
entrando em colapso com a terra, sua boca delicadamente vermelha fazia
combinação a seu belíssimo brinco que descia o olhar de qualquer homem ao ponto
de torna-lo abismado com o formoso monumento de seu corpo, suas pernas tiveram
o privilégio de receber dos anjos a curvatura perfeita que desafiavam até mesmo
a beleza inquestionável de sua mãe nacional, a mata, seus seios macios e
graciosamente arredondados que mantinha brilho constante ao choca-los com a água
dos rios, e seus cabelos negros que se destacavam peregrinamente ao soprar da
natureza deslumbrante, assanhando suspiros do jovem Castão, índio rival de sua
geração pertencente aos Tilibrianos.
Castão
era forte, filho de Brascuma e Raquel, guerreiro nato com espírito aventureiro,
caçava feito onça faminta, pescava feito mãe águia em busca de alimento para
sua cria, e era incapaz de não proteger seu ventre. Seus braços não tão fortes
aparentemente escondiam grandes habilidades naturais, nascido em meio aos
animais sabia claramente buscar ajuda em seu interior fundindo-se aos deuses
noturnos, dificilmente perdia uma batalha travada por seus adversários, todos
temiam sua fúria mesmo que visualmente parecia um homem normal, mas não, este
era diferente. Havia em seu salgue instinto selvagem pouco colidente a nobreza,
nunca menosprezaria uma dama e se necessário entregaria sua vida em troca da
felicidade de Renne, sua virgem amada.
Certa
manhã cicatrizando levemente as pétalas com seu sentar, Renne era constantemente
admirada por seu secreto amante, que palpitando timidez respirava gás trêmulo
demonstrando vivamente em seus olhos castanhos o receio de entregar as doces
palavras escondidas em seu peito aos ouvidos de sua princesa, que nesse exato
momento seu rosto brilhava ausência de razão ao fixar seu olhar para o verde
natural sem perceber a presença do bom selvagem a seu redor.
Preso
na indecisão se encontrava Castão. Brascuma havia deixado bem exposto a sua
negação a uma possível cerimônia abrangendo as duas famílias contrapostas,
desde 1507 sua geração era rival permanecendo esta intriga social até hoje
1530, isso mediante as suas diversas crenças então extinguindo a opção de uma
união dessas duas tribos. “Fazer o que agora?” ecoava esta questão ao índio
apaixonado que refletia derramando lágrimas ao calor noturno, parecia que o
silêncio era capaz de compreendê-lo melhor do que a raça humana, e o som dos
roedores saindo em busca de alimento quebrava a monotonia do canto dos sapos na
lagoa, as vezes capitava a voz do grilo vindo ao seu encontro a fim que
dedica-lo a sua companhia. Era esse o seu momento, o ápice do seu dia, a sua paz.
E assim deitou-se sobre a terra buscando constelações ao claríssimo céu, aos
poucos fechou-se os olhos já secos das lágrimas e descansou todo seu corpo para
mais um dia.
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