domingo, 14 de abril de 2013

Título a definir


AUTORES:
Caio César Dutra da Silva
Patrick José Silva Appolinário
Vinicius de Oliveira Vicente
João Guilherme Moraes Batista


1º Capítulo


Descendente da tribo Alcabras Afastim, Renne resplandecia-se em meio a suas irmãs. Era lúcida, mantia a pele colorida pelos raios deusais, olhos escuros como nuvens entrando em colapso com a terra, sua boca delicadamente vermelha fazia combinação a seu belíssimo brinco que descia o olhar de qualquer homem ao ponto de torna-lo abismado com o formoso monumento de seu corpo, suas pernas tiveram o privilégio de receber dos anjos a curvatura perfeita que desafiavam até mesmo a beleza inquestionável de sua mãe nacional, a mata, seus seios macios e graciosamente arredondados que mantinha brilho constante ao choca-los com a água dos rios, e seus cabelos negros que se destacavam peregrinamente ao soprar da natureza deslumbrante, assanhando suspiros do jovem Castão, índio rival de sua geração pertencente aos Tilibrianos.
Castão era forte, filho de Brascuma e Raquel, guerreiro nato com espírito aventureiro, caçava feito onça faminta, pescava feito mãe águia em busca de alimento para sua cria, e era incapaz de não proteger seu ventre. Seus braços não tão fortes aparentemente escondiam grandes habilidades naturais, nascido em meio aos animais sabia claramente buscar ajuda em seu interior fundindo-se aos deuses noturnos, dificilmente perdia uma batalha travada por seus adversários, todos temiam sua fúria mesmo que visualmente parecia um homem normal, mas não, este era diferente. Havia em seu salgue instinto selvagem pouco colidente a nobreza, nunca menosprezaria uma dama e se necessário entregaria sua vida em troca da felicidade de Renne, sua virgem amada.
Certa manhã cicatrizando levemente as pétalas com seu sentar, Renne era constantemente admirada por seu secreto amante, que palpitando timidez respirava gás trêmulo demonstrando vivamente em seus olhos castanhos o receio de entregar as doces palavras escondidas em seu peito aos ouvidos de sua princesa, que nesse exato momento seu rosto brilhava ausência de razão ao fixar seu olhar para o verde natural sem perceber a presença do bom selvagem a seu redor.
Preso na indecisão se encontrava Castão. Brascuma havia deixado bem exposto a sua negação a uma possível cerimônia abrangendo as duas famílias contrapostas, desde 1507 sua geração era rival permanecendo esta intriga social até hoje 1530, isso mediante as suas diversas crenças então extinguindo a opção de uma união dessas duas tribos. “Fazer o que agora?” ecoava esta questão ao índio apaixonado que refletia derramando lágrimas ao calor noturno, parecia que o silêncio era capaz de compreendê-lo melhor do que a raça humana, e o som dos roedores saindo em busca de alimento quebrava a monotonia do canto dos sapos na lagoa, as vezes capitava a voz do grilo vindo ao seu encontro a fim que dedica-lo a sua companhia. Era esse o seu momento, o ápice do seu dia, a sua paz. E assim deitou-se sobre a terra buscando constelações ao claríssimo céu, aos poucos fechou-se os olhos já secos das lágrimas e descansou todo seu corpo para mais um dia.

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